Policiais que ingressaram nos quadros
da Polícia Militar (PM) por força de decisão judicial do Tribunal de Justiça do
Ceará (TJ-CE) serão desligados do quadro da corporação. No último dia 24, o
Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubou liminar que mantinha no exercício
da função de soldado da PM grupo de pessoas que foram desaprovadas em etapas do
concurso público da PM ou que deixaram de participar de algumas das fases da
seleção.
Mesmo sem cumprir essas etapas, o grupo ingressou com ação judicial na
2ª Vara de Fazenda Pública de Fortaleza e, posteriormente, no TJ-CE. Na 2ª
instância da Justiça, conseguiu por meio de liminares a garantia de nomeação.
Em sua decisão, o presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, argumentou que o
exercício da função de soldado da PM por pessoas não aprovadas no concurso
público representa “grave lesão à ordem pública e à segurança pública”,
ressaltando que o grupo não teria participado do curso de formação de
policiais.
No total, cerca de 400 pessoas ingressaram na PM do Ceará através de liminares. A decisão do STJ abrange 280 deste total. O restante – cerca de 120 policiais – continua exercendo sub-judice a função de policial militar.
No final do ano passado a Procuradoria Geral do Estado do Ceará (PGE-CE)
argumentou que as liminares colocavam dentro da PM pessoas com perfil
“indesejado”. À época, O POVO mostrou que, segundo o Núcleo de Concurso Público
da PGE, acusados de desacato, roubo e até homicídio estariam atuando no Ronda
do Quarteirão.
Os casos incluem candidatos
reprovados na fase de avaliação psicológica, investigação social e com
insatisfatório desempenho no concurso público. O STJ se manifestou sobre o
assunto a partir de provocação da PGE, que entrou com recurso contra as
decisões liminares da Justiça Cearense.
O POVO tentou contato na tarde de ontem com o advogado José Joaquim
Mateus Pereira, que advoga em nome do grupo de candidatos,. Na primeira chamada
no telefone celular, ninguém atendeu. Mais tarde, em outra tentativa, o
telefone estava “fora de área ou desligado”. A assessoria de imprensa da PGE
informou que o procurador-geral Fernando Oliveira estava em férias e por isso
não poderia falar sobre o assunto.”
(O POVO

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