Juazeiro do Norte. Uma água misteriosa chama pela fé do romeiro. Na
cacimba ao fundo da Casa dos Milagres, os peregrinos não param de chegar para
beber um pouco do líquido que consideram sagrado. Cada gota é uma preciosidade
que pode curar muitos males, para os que acreditam, como a romeira de Alagoas
Ivonete Roseno dos Santos, de 69 anos. Além de beber bastante água do poço, num
pequeno copo que abastece a coletividade, enche duas garrafinhas para tomar
como "remédio" para a cura da incômoda gastrite.
Ela diz ter visto no fundo do poço misterioso que poderia ficar curada. "É só acreditar", afirma. Entre milhares de romeiros, ela também se despede da cidade na terceira maior romaria do ano. Pede a graça de Nossa Senhora das Candeias para voltar à terra que considera abençoada.
Fogos e cânticos anunciam o fim da Romaria das Candeias. Os romeiros do "Padim" chegam à Basílica de Nossa Senhora das Dores para a celebração da despedida e bênção dos objetos, antes mesmo da procissão, encerrada na noite de ontem, na praça do Romeiro.
A estimativa da
igreja, mesmo com o grande número de fiéis que têm ido a Juazeiro nos últimos
meses, é que a cidade tenha recebido, desde o último dia 29 de janeiro, cerca
de 300 mil romeiros. Essa realidade representa, ao longo dos anos, um
crescimento da maior romaria da cidade, que está atrás das duas maiores, a de
Nossa Senhora das Dores, padroeira de Juazeiro do Norte, e a Finados.
Diário do Nordeste
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