Como se
sabe, o governo levou a Casa da Moeda ao balcão de seco$ & molhados$ da
política. Entregou a instituição secular aos cuidados do bom e velho PTB.
Deve-se ao senador Pedro Taques (PDT-MT) o mais preciso
resumo da cena: “Entregou-se a fábrica de dinheiro de Tio Patinhas à gerência
dos irmãos Metralha.”
Sob suspeita
de ter remetido US$ 25 milhões a paraísos fiscais, o apadrinhado do PTB, Luiz
Felipe Denucci, foi ao olho da rua. Demitiram-no às pressas, numa corrida da
pasta da Fazenda contra uma manchete que saía do forno.
O fato intimou Guido Mantega a explicar-se. Nem conhecia
Denucci, disse. Nomeou-o porque o PTB indicou. Mandachuva da legenda, Roberto
Jefferson, negou. O partido apenas deu “aval” ao nome do ministro, declarou.
A oposição
protocolou um par de requerimentos para ouvir Mantega. Num, Alvaro Dias (PR),
líder do PSDB, pede que o ministro compareça ao Senado. Noutro, Mendonça Filho
(DEM-PE) requer a presença dele na Câmara.
Líder de todos os governos, o senador Romero Jucá
(PMDB-RR) apressou-se em informar que o consórcio governista acionará sua
maioria para brecar a aprovação dos requerimentos.
Jucá realçou
que Denucci já “foi demitido.” Portanto, “o ministro não deve vir falar sobre
esse caso. Essa é a orientação da base. Não temos que politizar esse fato e
criar uma crise fictícia.”
Beleza. O governo entrega a Casa da Moeda a uma legenda
com a fama do PTB e vem agora reclamar da “politização” da encrenca. Ora,
francamente. Quando ouvir dos lábios do senador Jucá a expressão “crise
fictícia”, cuidado. Um inimigo da transparência acaba de revelar-se.
Blog do
Josias de Souza
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