A Secretaria Estadual
de Educação (Seduc) promete medidas drásticas em caso de nova paralisação dos
professores. Entre elas, estão a suspensão de pronto do salário e a abertura de
processos administrativos para as situações em que a lei disciplina. A entidade
descarta substituição imediata de professores.
Se depender da
movimentação e do clima polêmico gerado, a assembleia geral extraordinária,
marcada pelos profissionais do magistério do Estado para amanhã, a partir das 8
horas, no Ginásio Paulo Sarasate, deverá ser a mais concorrida dos últimos
anos.
Para a secretária
Izolda Cela, sua entidade assumiu atitude de abertura ao diálogo e à
negociação. "Durante dois meses de greve (parcial, mas de expressiva
gravidade pelo prejuízo causado aos alunos e às escolas), aconteceram, pelo
menos, 10 reuniões para restabelecer o processo de negociação e reformulação de
propostas tidas como essenciais pelo sindicato", afirmou.
Izolda considera a
perspectiva de continuidade da greve (não é outra greve, pois trata-se do mesmo
contexto e suposto motivo) como alarmante. "A Seduc, no âmbito de sua
responsabilidade institucional e, inclusive, pela cobrança de pais, vai adotar
medidas para minimizar prejuízos, caso alguma paralisação volte a acontecer. É
importante lembrar que há uma determinação judicial ordenando a suspensão da
greve. Uma das medidas que poderá ser adotada é a suspensão imediata do salário
e a abertura de processos administrativos para as situações em a lei
disciplina. No entanto, esperamos que a categoria possa se posicionar de forma
positiva à proposta que foi apresentada", disse.
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| Professores que apanharam na Assembléia: queriam melhores salários |
Opinião do Professor
Bebel:
A Seduc está
desesperada. Para isso, está fazendo o que a categoria de professores mais bem
sabe fazer: desunião. Ora, estão convocando professores do interior, que nunca
entraram em greve, para se manifestar contra a greve. É um verdadeiro circo,
clientelismo dos mais absurdos.
Os professores
deveriam ter consciência crítica e dizer não a um movimento que tenta colocar o
governo como vítima. É um fato muito simples, ou seja, se os professores forem
tão desunidos, nunca esta categoria ganhará um salário digno. E aí, o
"neguim" nunca participou da greve e vai votar agora contra, apenas
para derrubar o esforço e coragem dos professores da capital? Sinceramente,
somente se eu fosse muito masoquista para fazer uma coisa destas.
Não existe proposta
para o temporário hoje. Existia há alguns meses, e aí não quiseram. Aí, estão
influenciando os temporários do interior, o CREDEs articulando ônibus com as
prefeituras para levar "as cabeças" para a capital e lá, armar o
circo.
Penso que os
professores deveriam ter amor próprio e não se sujeitar a este tipo de
safadeza, do contrário, nunca nossa categoria passará de onde está agora:
humilhada pelos sucessivos governos. Vamos ter
dignidade, professores, não vamos nos curvar a isso. Temos sim, que querer
melhores salários para que possamos ter uma vida digna, temos sim que lutar,
que fazer greve mesmo, que dizer não a este tipo de sacanagem!!


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