As vésperas da assembleia que pode definir os rumos do movimento dos
professores da rede estadual do Ceará, que reivindicam a implantação do piso
salarial na carreira, uma divisão na categoria é cada vez mais evidente.
Enquanto o Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc) promove hoje
debate sobre modelo de gestão escolar para escolas estaduais e municipais,
articulados por membros das zonais - grupos de docentes de várias regiões da
Cidade - estudantes realizam passeata sem o respaldo do sindicato.
Conforme O
POVO publicou na última terça-feira, a
Apeoc tem enfrentado dificuldades em liderar o movimento dos professores, cujas
decisões tomadas em votação são cada vez mais apertadas e questionadas.
A próxima assembleia geral dos docentes, que deve decidir pelo retorno ou não
da paralisação das atividades, está agendada para sexta-feira. Porém, um dia
antes, na quinta-feira, será a vez dos próprios professores marcharem, ao que
tudo indica, também sem o apoio do sindicato.
Segundo o professor João
Iranildo, do Colégio José Bezerra de Menezes, a direção do Sindicato foi
procurada para participar e dar suporte ao evento. Porém, no que o professor
definiu como uma estratégia para protelar a decisão, diretores informaram que a
executiva se reuniria para avaliar a possibilidade.
O percurso irá da Praça Clóvis Beviláqua até a Praça do Ferreira.
Segundo Rosa, o objetivo é conscientizar as pessoas de que a proposta
apresentada pelo Governo do Estado não atende as principais reivindicações da
categoria, que são “repercussão do piso na carreira e um terço da carga horária
para atividades extra-classe”.

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