Quando a gente lê os jornais, escutamos que
os professores estaduais estão querendo não um aumento, mas a implantação do
piso. Mas aí, o "neguim" se pergunta: mas o Estado já não paga o
piso? Aí os professores falam: "-mas queremos a repercussão na
carreira"! Afinal de contas, que diabos é esta tal repercussão na
carreira?
Para entender melhor, vamos utilizar a seguinte didática: todo plano de
cargos e carreiras, é feito por várias referências, onde teoricamente o
professor vai passando de uma referência para outra de acordo com os cursos que
ele vai realizando, bem como eventuais promoções. O plano de Cargos e Carreiras
da Rede Estadual de Ensino tem hoje 30 referências: a 01 é o Professor a
nível médio, a referência 13 é o professor que tem faculdade e a referência 21
é o professor que tem pós-graduação. Mestrado é 25 e Doutorado é 28. Para cada
subida de referência, o percentual de uma para outra é 5%.
No caso de Croatá, o
Plano de Cargos e Carreiras que foi aprovado no ano de 2009 tem 18 referências,
sendo a 01, para o professor a nível Médio, a referência 9 para nível
superior, a 12 para quem tem pós-graduação, 16 mestrado e 18 doutor. Para cada
referência, o percentual de uma para outra, é 3%.
No caso do Estado, hoje o mínimo que um professor tem que ganhar por 40
horas, é R$ 1.187,00. Se aplicarmos a repercussão, para cada nível tem que
aumentar 5%. Então, hoje um temporário ou um concursado são da referência 13 e
o Estado em vez de R$ 1.328,65 teria que pagar R$ 2.131,68 e somando
os 10% de pó de giz, iria para R$ 2.344,84. Já a referência 21 (pós-graduado)
ficaria em R$ 3.149,46. Aplicando-se 10% de pó-de-giz, ficaria R$ 3.464,40.
A meu ver, impagável
para um Estado como o Ceará, que é pobre. Acho que o pessoal da Apeoc e da
greve deveriam ser um pouco mais "pé-no-chão" e lidar com valores possíveis de ser pagos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário