Imagine passar um mês inteiro com apenas R$ 255,00 para arcar com todas
as suas despesas: alimentação, transporte e consumo em geral. Essa árdua
realidade financeira é enfrentada por parte substancial da população cearense.
De acordo com dados do Censo 2010, elaborado pelo IBGE, 60,2% dos habitantes do
Estado (ou cerca de 4,8 milhões de pessoas) vivem com esse valor - equivalente
a meio salário mínimo na época da pesquisa. O número deixa o Ceará como a
unidade da federação que apresenta o 5º maior percentual de pessoas nessa
situação, melhor apenas do que Maranhão, Alagoas, Piauí e Pará.
Pobreza extrema
Conforme o Censo 2010, o Ceará é o quarto estado do País no percentual
de habitantes em situação de extrema pobreza - com renda de até R$ 70,00
mensais. 15,5% das pessoas se encontram nessa faixa de renda. A média nacional
é de 6,3%. Algumas unidades da federação, de acordo com o IBGE, estão se
aproximando da erradicação da pobreza extrema, como Santa Catarina (0,9%).
Ricos: renda 39 vezes maior
Rio de Janeiro Embora pesquisas apontem quedas sucessivas na desigualdade de renda no
Brasil, dados do Censo 2010 divulgados ontem mostram que os 10% mais ricos no
País têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja,
um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria que reunir tudo o
que ganha (R$ 137,06) durante três anos e três meses para chegar à renda média
mensal de um integrante do grupo mais rico (R$ 5.345,22).
Homens continuam ganhando mais
Os homens cearenses, assim
como os brasileiros, na média, continuam ganhando mais que as mulheres. De
acordo com o Censo 2010, a população masculina tem rendimentos médios de R$ 895
por mês no Estado, contra R$ 648 do valor obtido pela parte feminina, o que
representa uma diferença de 38%. Aumentou o número de mulheres chefes de famílias.

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