O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB-CE), advogado Fernando Férrer, acompanhou os momentos
de violência ocorridos ontem no saguão de entrada da Assembleia Legislativa e
disse que houve abuso de autoridade nas ações dos policiais. “Para quê o porte
de metralhadoras, aqui não é o Iraque”, disse o advogado.
Gritos, objetos arremessados e
pancadaria. A manifestação de professores estaduais, estudantes e apoiadores na
Assembleia Legislativa, ontem, resultou em sangue, choro e desespero. No
momento mais violento do confronto entre manifestantes e o Batalhão de Choque
da Polícia Militar, um professor ficou ensanguentado após ser ferido na cabeça.
O palco desse e outros momentos de violência foi o saguão de entrada do plenário 13 de Maio - onde, naquele momento, os deputados se preparavam para aprovar a proposta motivo de revolta dos docentes.
A professora Laura Lobato contou que o colega Arivalto Freitas Farias tentava protegê-la das possíveis agressões, quando foi atingido na cabeça pelos soldados armados com tonfas - espécie de cassetete.
Laura é um dos três professores que iniciaram greve de fome na quarta-feira. O trio estava instalado, no início da manhã, na lateral da entrada no plenário. De lá foram removidos pelos policiais. A resistência dos manifestantes à tentativa de remoção e a tentativa de professores e estudantes de invadir o plenário da Assembleia foram decisivas para o desfecho dos acontecimentos.
Fonte: Jornal O Povo
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