As irregularidades no caso dos kits sanitários construídos por uma empresa fantasma no município do Ipu, conforme denuncia feita pelo Ministério Público (MP) e pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), e apresentado em primeira mão pelo Jornal Jangadeiro, foram contestadas pelos envolvidos. No entanto, os números apresentados pela prefeitura e a Secretaria das Cidades divergem em relação ao total de construções realizadas.
Pelo convênio celebrado em março de 2009 entre a Prefeitura do Ipu e o Governo do Estado, 2.108 banheiros deveriam ter sido construídos, que custariam pouco mais de 3 milhões de reais.
Em nota, o prefeito Sávio Pontes (PMDB) afirmou que 90% dos banheiros previstos no convênio celebrado com o Governo do Estado em 2009 já foram construídos, apesar das imagens que mostram construções inacabadas e material abandonado.
De acordo com o promotor Kennedy Carvalho, que participou das investigações, o caso de Ipu é complexo, pois envolve R$ 3 milhões, empresa fantasma e licitação fraudulenta. “A licitação foi direcionada para uma empresa. Existem vários indícios. A empresa foi constituída poucos dias antes de haver a licitação, de forma atípica. Não tem nem sede. Os sócios são semianalfabetos e nem se conhecem”, disse o promotor, reforçando que o TCM atuou no caso.

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