É assunto do dia, ainda, e talvez dure só até o fim de semana, a decepção do senador Tasso Jereissati com os FGs. A decepção dele tinha um certo tom de quem teria sido traído, e traição é bicheira que infecciona, é berne que fica carcomendo a gente sob a pele. Olhando o tempo, entretanto, senhor da história, o Bonitão pode até estar doído, magoado, mas diz uma das nossas adaptações de adágios, que, quem com ferro fere... não sabe como dói. Olhando pra trás, tem a dor da decepção, com ele, de Gonzaga Mota. A primeira. No rastro de Totó seguem Sérgio Machado, preterido por Ciro, e os meninos do CIC, e Beni Veras, os comunistas que o apoiaram em 1986, Zé Serra, Lúcio Alcântara, todos desencantados com o Galego. Os que lhe fizeram a primeira campanha, uns a pago, outros por crença, gente de imprensa, também sentiram. Dizem, eles lá, que dói, porque o Lindo era um encantamento e, pra alguns, os mais afoitos, até uma esperança pessoal. Quem não espera não liga a mínima, mas os que, como ele, ficaram na janela esperando um bicho chamado gratidão passar... magoou. Diz que parou com política logo na primeira decepção. O diabo é que, depois de 24 anos, os meninos queriam caminhar sem peias, donos de seus próprios narizes e sem jugo. Isso passa logo senador. Um grande amor desfeito a gente mata botando outro no lugar.
Quebrou um bocado
Deputados federais eleitos não reclamaram, mas sentiram que em alguns lugares seus votos, prometidos, sumiram. Não por traição; é que queijo fresco quebra muito.
• sem clima - Engraçado o cearense: vota em Eunício e Pimentel e fica lamentando a derrota de Tasso. No Ceará inteiro andam falando nisso. Pura demagogia. Tem neguim a.do.ran.do!
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