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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Estamos salvos, meu irmão

Parece conversa de bar, mas é a conclusão de uma pesquisa científica: abstêmios vivem menos do que quem abusa de álcool. Alcoólatras têm falhas de memória, mas não admitem.

Por duas décadas, os pesquisadores,da Universidade de Austin, no Texas (EUA), monitoraram 1.824 pessoas entre 55 e 65 anos. Os participantes foram divididos em três grupos: abstêmios, consumidores moderados de álcool e outros que bebiam em excesso. No fim do período analisado, notaram que 69% dos abstêmios tinham morrido, contra 60% dos que exageravam no álcool e 41% dos que consumiam moderadamente de uma a três doses ao dia. Para o psiquiatra André Malbergier, os resultados não são surpreendentes, porque a ciência já sabe dos benefícios cardiovasculares do consumo moderado de álcool. Ele se preocupa com a interpretação errada que se pode dar a esse tipo de dado.

“Não se pode anunciar isso a uma população que mantém um padrão estável de consumo de álcool. Isso estimularia muitos com vulnerabilidade ao alcoolismo a se tornarem dependentes”. Para Malbergier, os mais vulneráveis a desenvolver alcoolismo severo são os jovens, uma vez que os adultos mais velhos - como os que foram analisados no estudo - já passaram por um longo período sem desenvolver a dependência e continuam a manter um consumo estável da bebida. E outra coisa, mantém a memória viva.

Independência ou morte!

Por Macário Batista. Fonte: jornal O Estado do Ceará.

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