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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Policiais civis param no Interior do Estado do Ceará


Aproximadamente 50% das delegacias municipais e regionais do interior do Ceará já aderiram ao movimento grevista iniciado na noite de terça-feira última, após uma reunião realizada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpoci).

A presidente da entidade, Inês Romero, afirmou que a categoria realizou um movimento semelhante no ano passado, cumprindo as determinações da lei (manter 30% dos quadros trabalhando), mas o resultado foi negativo. Por isso, após a conquista dos policiais militares, as equipes da Polícia Civil decidiram realizar uma paralização geral, em busca de uma série de melhorias.

De acordo com o titular do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Jocel Bezerra Dantas, as manifestações pró-movimento paredista iniciaram na Capital, mas rapidamente se alastraram pelo Interior cearense, onde em muitos municípios os policiais civis estão cruzando os braços, deixando de registrar Boletins de Ocorrência (B.O.), realizar flagrantes, bem como investigações sobre os mais variados delitos. Quem sofre com tudo isso, mais uma vez, é a população do Ceará, que fica sem ter a quem recorrer, no caso de furtos, arrombamentos, assaltos ou outras práticas criminosas das quais seja vítima.

Dentre as principais cidades do interior do Estado cujos policiais civis decidiram paralisar suas atividades estão Acaraú, Beberibe, Camocim, Cascavel, Icó, Itapipoca, Quixadá, Quixeramobim, Sobral, Tianguá, dentre outras. A Superintendência de Polícia Civil está elaborando um plano emergencial, a fim de garantir um mínimo de atendimento às pessoas residentes nos municípios interioranos nos quais a paralização dos integrantes de seus quadros esteja ocorrendo na totalidade. “Estamos realizando um estudo a fim de ver que medidas podem ser adotadas a fim de diminuir os impactos que este movimento grevista tenha sobre a população do interior cearense”, completou o delegado Jocel.

O Estado

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