Com a volta ao trabalho da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros,
depois de cinco dias em greve, começa a vir à tona o preço financeiro do acordo
que pôs fim ao movimento. Estima-se em R$ 108 milhões anuais o aporte
financeiro com o qual o governo Cid Gomes terá de arcar para fechar a nova
conta.
O montante é o resultado final da
repercussão salarial dos cerca de 19 mil militares cearenses, entre ativos,
inativos e pensionistas, a partir de um dos pontos da negociação fechada.
Pelo
acordado, o Governo do Estado passa a pagar, já a partir de janeiro deste ano,
gratificação de R$ 859,00 para todos os integrantes da corporação. Antes, esse
valor era repassado, na forma de adicional noturno, apenas para policiais que
trabalhavam na madrugada - o chamado turno C.
Na prática, um soldado que ganhava, sem a gratificação, R$ 1,6 mil
até dezembro do ano passado, passará a ganhar R$ 2.639,00. Isso porque, além do
extra, houve o aumento de 7% concedido pelo governo, recentemente.
Para chegar aos R$ 108 milhões, o Governo está considerando o percentual
de policiais que já ganhavam pelo turno C, mais adicionais de cerca de R$
430,00 dos demais turnos.
Também ficou acertado que todas essas gratificações serão
incorporadas ao salário. Além das gratificações, pelo menos outros quatro itens
foram formalizados entre representantes do Governo e dos aquartelados.
O Povo
Nenhum comentário:
Postar um comentário