A Justiça do Ceará determinou nesta
segunda-feira (17) que associações de policiais e bombeiros militares se
abstenham de realizar protestos ou movimentos organizados reivindicando aumento
salarial. A decisão vale para o período entre esta segunda e 1º de março.
Segundo a decisão da juíza Cleiriane
Lima Frota, a multa diária em caso de descumprimento da decisão é de R$ 500
mil. Mais cedo, a Justiça havia determinado que policiais podem ser presos caso realizem paralisações ou motins.
Na decisão, a magistrada lembrou que
é proibida constitucionalmente a "greve de militares" e afirmou que
caso as associações mantenham "postura em desvio de respectivas
finalidades" torna-se necessário o controle judicial.
Conforme
a decisão da Justiça, fica determinado:
Que as associações se abstenham de
atuar ou promover reuniões voltadas para discussão de melhorias salariais;
Que se abstenham de financiar ou de
participar de assembleias para debater greve da categoria;
Que,
em caso de paralisação da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros Militar, as
associações demandadas abstenham-se de promover, de atos grevistas.
Conforme
a proposta, o salário-base de um soldado será de R$ 4,5 mil, com aumento
progressivo até 2022. O salário atual da categoria é de R$ 3,2 mil. A proposta
inicial, rejeitada pelos policiais, era aumento para R$ 4,2 mil até 2022.
A decisão
da Justiça para evitar possíveis reuniões, protestos e motins de policiais
nomeia as seguintes associações:
Associação dos Profissionais de Segurança (APS)
Associação das Praças do Estado do Ceará (Aspra-ce)
Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo
de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (Aspramece)
Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do
Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Ceará (Assof)
Associação Beneficente de Subtenentes e Sargentos
(Abss)
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