O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), determinou, nesta
quarta-feira (19), o cancelamento do desconto de verba na folha de pagamento
dos policiais e bombeiros militares destinado às cinco associações citadas
pelo Ministério Público do Estado (MPCE) como
mobilizadoras de movimentos da categoria.
Batalhões da Polícia
Militar do Ceará foram atacados por grupos de encapuzados e mascarados na
madrugada desta quarta-feira (19). Eles levaram carros da polícia e furaram,
rasgaram e esvaziaram pneus de veículos oficiais e particulares. Parte dos
policiais e bombeiros militares têm organizado, desde o início de fevereiro,
atos reivindicando melhoria salarial. Nesta segunda-feira (17), a Justiça proibiu essas
manifestações. Também ficou decidido que policiais podem ser
presos se participarem desses atos.
O G1 está
buscando contato com as associações citadas. As respostas serão acrescentadas a
esta matéria.
A decisão do
governador sobre a verba para as associações foi anunciada no mesmo dia em que
os deputados estaduais oficializaram o pedido de criação de uma
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os
repasses milionários às entidades.
Fazem parte da medida a Associação dos Profissionais de
Segurança (APS), a Associação dos Praças do Estado do Ceará (Aspra-CE), a
Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do
Estado do Ceará (Aspramece), a Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do
Corpo de Bombeiros Militar do Estado (Assof) e a Associação Beneficente de
Subtenentes e Sargentos (ABSS).
Nos últimos seis anos, elas receberam
R$ 66,1 milhões a partir do desconto na folha de pagamento dos servidores. No
total, 12 associações recebem a verba, autorizada pela categoria, com montante
acima de R$ 120 milhões.
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