O
presidente Jair Bolsonaro chamou a organização não governamental Greenpeace de
"lixo", nesta quinta-feira, 13, e afirmou que avaliará a proposta de
um deputado para criar um Ministério extraordinário para a Amazônia.
"Quem
é o Greenpeace? O que é essa porcaria chamada Greenpeace? Só lixo, é
lixo", respondeu o presidente a jornalistas que o questionavam sobre a
decisão de recriar o Conselho da Amazônia, nos arredores de sua residência
oficial em Brasília.
O
Greenpeace emitiu uma nota sobre a declaração do presidente, na qual
"lamenta que um Presidente da República apresente postura tão incondizente
com o cargo que ocupa".
"Ao
longo da história, nossa postura crítica a quem promove a destruição ambiental
já causou muitas reações desequilibradas dos mais diferentes personagens.
Estamos apenas diante de mais uma delas. Nestes casos, o incômodo de quem
destrói o meio ambiente soa como elogio", disse a entidade.
Bolsonaro
também criticou a postura do papa Francisco, que na quarta-feira divulgou uma
exortação apostólica chamada "Querida Amazônia", na qual defende a
preservação ambiental da região diante do ataque de madeireiros e fazendeiros e
se pronuncia pelo respeito aos direitos dos povos originários.
"Toda
Austrália pegou fogo e ninguém disse nada (...). O papa Francisco disse ontem
que a Amazônia era dele, de todo mundo. Por acaso, o embaixador da Argentina
[Felipe Solá] estava aqui, [eu disse] veja, o papa é argentino, mas Deus é
brasileiro", afirmou Bolsonaro. (O Povo)

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