O setor que mais
precisaria de atenção do presidente Bolsonaro, a Educação, está passando por um
turbilhão daqueles, nunca antes visto na história deste país. E tudo porque o
Capitão resolveu colocar no MEC, ministros que fossem expoentes das Ciências
Olavetes. Os conflitos existentes fundamentam-se apenas em ideologias, nada
mais que ideologia.
Em apenas 4 meses, 2
Ministros. O primeiro impôs caos administrativo ao impor que escolas de todo
país filmassem crianças entoando o Hino Nacional, depois de recitar o slogan da
campanha de Bolsonaro. O segundo Ministro da mesma fora do primeiro, conservou
a balbúrdia gerencial e fez de um simples corte orçamentário numa cruzada
ideológica que juntou a direita e a esquerda contra.
Juntos, Velez e
Weintraub produziram um único movimento social do governo Bolsonaro em 4 meses:
despertar o asfalto, ou seja, nesta quarta-feira (15) alunos, professores e
funcionários de universidades de todo o país irão protestar contra os tais
cortes orçamentários.
Tudo isso num momento em
que o Ministro da Economia Paulo Posto Ipiranga Guedes disse na Câmara dos
Deputados que a economia está no fundo do poço.
Com sorte o governo do
capitão levará apenas um chocoalhão. Se der azar, Bolsonaro talvez assista ao
nascimento de uma oposição suprapartidária, daquelas que moeu Dilma, triturou o
PT e elegeu um deputado do baixo clero presidente da república, o mesmo que
terceirizou o MEC ao polemista Olavo de Carvalho, seu Guru, que toca fogo no
circo lá dos EUA.

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