A situação política do governo Bolsonaro está
caótica, pois evolui de maneira rápida do estágio da desarticulação para o
estágio da mais completa esculhambação. Contudo, a ficha do capitão ainda não
caiu, mas sua autoridade de presidente junto aos deputados e senadores
tornou-se quase inexistente.
No momento, Bolsonaro tem a companhia dos
puxa-sacos, mesmo existindo congressistas sinceramente interessados em ajudar o
governo para não prejudicar o país. Mas estes ele não costuma ouvir.
A maioria do legislativo composta por gente do
Centrão com partidos da oposição possui três prioridades: 1) Reagir aos ataques
dos filhos e aliados do presidente; 2) Impor derrotas ao governo em votações e
3) Constranger autoridades como o Ministro da Educação, que foi convocado a dar
explicações sobre cortes na educação.
O governo esperava votar a tal MP 870 que
reorganiza os ministérios. O líder do governo de Bolsonaro disse que o governo
iria ganhar com folga, porém... porém os líderes que controlam a maioria disseram que nem
votação vai haver.
O líder do capitão tentou convocar os líderes do
Centrão para uma reunião com Bolsonaro... eles se recusaram a ir, apenas os
partidos nanicos foram. No que se refere a cortes na educação, é uma coisa óbvia: sem recursos, como vai manter os gastos que de maneira irresponsável o PT em 16 anos asfixiou o país, ao invés de investir na Educação Básica?

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